MÓDULO 1

Realçar a importância da floresta quer para a economia do país quer para o ambiente

A floresta constitui uma fonte de riqueza ambiental, económica e social para o homem, não só pelas suas multiplicidades de funções, mas também pelos serviços e bens que proporciona.
Motivo ambientais: A contribuição do sector florestal para a conservação da natureza e para o equilíbrio do ambiente, designadamente em matéria de promoção da biodiversidade, de defesa contra a erosão, de correção dos regimes hídricos e da qualidade do ar e da água. É de realçar a importante função da floresta como sumi-douro de carbono. O crescimento lenhoso é apontado como um fator de mitigação do efeito de estufa pela correspondente absorção de CO2, sendo o crescimento da floresta portuguesa quantificado e contabilizado nos acordos internacionais a que Portugal aderiu, podendo assim representar uma ajuda para compensar as emissões de outras atividades, nomeadamente da indústria e dos transportes.
Motivos económicos: O sector florestal assume também uma importância significativa numa perspectiva económica e social, gerando no seu conjunto aproximadamente 3% do Valor Acrescentado Bruto (VAB) da economia e representando cerca de 10% das exportações nacionais.
De acordo com o documento “Estratégia nacional para as Florestas”, de 2006, a floresta portuguesa tem características de um sector competitivo tanto no mercado interno como externo e uma flexibilidade que lhe tem permitido ajustar-se a choques externos. A floresta é ainda um suporte importante para a criação de emprego e apresenta uma diversificação de atividades, algumas das quais assumem uma importância significativa em regiões economicamente desfavorecidas.
A floresta tem sido a base de um sector da economia que gera cerca de 113 mil empregos diretos ou seja 2% da população ativa.
Este número tem-se mantido mais ou menos constante durante as últimas duas décadas o que, com o nível de produção que se tem verificado, sugere um crescimento na produtividade do trabalho no sector.






Descrever a origem e evolução das árvores.
Nome comum
Pinheiro manso
Nome científico
Pinus pinea
Distribuição
É uma espécie mediterrânica, espontânea em Portugal Continental, ocupando a franja litoral em terrenos arenosos.



CARACTERÍSTICAS GERAIS E MORFOLÓGICAS
É uma árvore que frequentemente ultrapassa os 30 metros de altura, de folha persistente. A copa é arredondada, semelhante a um guarda-chuva, sobretudo nos exemplares mais jovens. O tronco é direito cilíndrico de casca muito grossa e coloração parda a acinzentada, muito gretada, que com o tempo vai soltando pedaços da casca no lugar das quais aparece uma coloração castanho avermelhada.
As folhas são agulhas verde claras, rígidas com 10 a 20 cm de comprimento e 1 a 2 mm de grossura, agrupadas duas a duas. As flores masculinas são cones quase cilíndricos com 15 mm de comprimento, agrupados na parte terminal dos ramos de cor amarela. As pinhas estão isoladas ou agrupadas em 2 ou 3 de dimensões apreciáveis (8 a 15 cm de comprimento com cerca de 10 cm de diâmetro), de cor pardo castanho-avermelhado, e escamas com um pinhão de 15 a 20 mm de comprimento. Floresce de Março a Maio demorando as pinhas a amadurecer três anos e libertando os pinhões ao quarto ano.





OCORRÊNCIA
O Pinheiro Manso será originário do Mediterrâneo Oriental (Ásia Menor) e encontra-se por toda a Bacia Mediterrânea começando a rarear à medida que aumenta a distância ao Mediterrâneo e as condições ecológicas se modificam. Em Portugal tem grande desenvolvimento na Península de Setúbal e zonas contíguas.





PREFERÊNCIAS AMBIENTAIS
O Pinheiro Manso é uma árvore que tem preferência por solos frescos, profundos e arenosos, adaptando-se mesmo a areais marítimos e dunas. Prefere solos ligeiramente ácidos mas adapta-se a solos calcários se não forem muito argilosos. Prefere boa luminosidade e temperaturas quentes, não suportando geadas fortes e/ou continuadas. É comum encontrá-lo entre o nível do mar e os 1000 metros de altitude.





UTILIZAÇÕES
O Pinheiro Manso é muito apreciado pela produção de pinhões comestíveis que, nalgumas zonas, constitui um importante facto de rendimento económico. O pinhão pode ser consumido diretamente ou utilizado em confeitarias e culinária diversa.
A casca também foi explorada durante muitos anos para a extração de taninos utilizados na indústria de couros.
A madeira é resinosa pelo que desta árvore é extraída resina e a madeira é muito dura, difícil de trabalhar mas muito impermeável. Os troncos produzem boas vigas muito utilizadas na construção e em caminhos-de-ferro, bem como na indústria naval.
Tem ainda uma importante utilização na proteção de solos arenosos como seja na fixação de dunas, permitindo a utilização de solos de fracas condições.
É também estimado como árvore ornamental pelo seu valor paisagístico e pela densa sombra.
Fig. 1 Pinheiro manso
No seguinte gráfico podemos observar a evolução da plantação de pinheiro em 40 anos.
Fig. 2 Gráfico da evolução de ha por ano.






Entender o coberto vegetal enquanto recurso natural
Por coberto vegetal entende-se um conjunto de características físicas e/ou biológicas da vegetação que constituem, pela proteção que proporcionam, recursos essenciais à sobrevivência da fauna.
Podemos distinguir duas funções principais do coberto para os vertebrados terrestres:

I - Coberto de refúgio - para proteção dos predadores, dos diversos elementos físicos como sejam a proteção térmica nas horas de maior calor e outro tipo de intempéries, de descanso, etc.

II - Coberto de nidificação - utilizado para a construção dos ninhos e/ou alimentação dos juvenis.



Coberto de refúgio


A regulação da temperatura corporal requer coberto para a proteção e prevenção tanto do arrefecimento como do aquecimento excessivos. A quantidade e qualidade do habitat de refúgio condicionam o êxito reprodutor, a sobrevivência e a mortalidade. Deste modo, o coberto pode constituir um recurso fundamental para o equilíbrio energético dos vertebrados.





Coberto de nidificação

Frequentemente, o coberto que é adequado para refúgio ou alimentação pode revelar-se pouco ajustado para a nidificação. Em áreas agrícolas, sobretudo nas sujeitas a pastoreio, é fundamental a existência de coberto adequado à nidificação, uma vez que é comum que estas áreas não proporcionem uma vegetação adequada para criar, devido à efemeridade do coberto e à frequência dos trabalhos agrícolas.


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