MÓDULO 5


Agricultura convencional e agricultura biológica


Agricultura biológica

Agricultura orgânica ou agricultura biológica é um termo frequentemente usado para a produção de alimentos e produtos animais e vegetais que não usam produtos químicos artificiais ou alimentos geneticamente modificados, e geralmente concorda com origem da agricultura sustentável. A Sua base é holística e põe realce no solo. Os seus consumidores acreditam que num solo saudável, mantido sem o uso de fertilizantes e pesticidas feitos pelo homem, os alimentos têm uma qualidade superior a alimentos convencionais. Em diversos países, incluindo os Estados Unidos e a União Europeia, a agricultura orgânica é definida por lei e regulamentada pelo governo.
Características:

 
O princípio da produção orgânica é o estabelecimento do equilibro da natureza utilizando métodos naturais de adubação e de controlo de pragas.
A filosofia dos alimentos orgânicos não se limitam à produção agrícola, excedendo-se também à pecuária (em que o gado deve ser criado sem remédios ou hormonas), e também ao processamento de todos os seus produtos: alimentos orgânicos industrializados também devem ser produzidos sem produtos químicos artificiais, como os corantes e aromatizantes artificiais.
A cultura de produtos orgânicos não se limita a alimentos. Há uma tendência de crescimento no mercado de produtos orgânicos não-alimentares, como fibras orgânicas de algodão (para serem usadas na produção de vestuário). Os entendidos das fibras orgânicas dizem que a utilização de pesticidas em níveis excecionalmente altos, além de outras substâncias químicas) na produção convencional de fibras representa um abuso do ambiente por parte da agricultura convencional.
Produtos biológicos costumam ser significativamente mais caros que os tradicionais, tanto por causa do maior custo de produção, quanto pelo seu marketing (que explora uma imagem de "apelo ecológico").
A agricultura tradicional

Em muitas regiões da terra existem práticas da agricultura assentes nas técnicas ancestrais completamente dependentes das condições naturais, é chamada por isso de agricultura de subsistência .
Características:
-Elevada percentagem de população agrícola. Os cativos destes países menos desenvolvidos ultrapassam os 70%;
-O facto das tarefas agrícolas serem exclusivamente manuais ou através de animais, vê-se pela ausência de maquinação;
-A produção para a autossuficiência, pois estes não exportam as suas plantações para os mercados ou se por vezes exportarem, é em quantidades reduzidas;
- Organizações de tipo familiar ou tribal das explorações, com as tarefas sendo feitas pelos vários elementos desta;
-Policultura, para possibilitarem a produção de vários e diversos tipos de produtos anuais e assim respondendo às necessidades da família ou do grupo;
-Agricultura extensiva, ou seja, o elevado número de terras incultas, já que a ocupação do espaço é apenas a necessária para a autossuficiência do grupo;
-A falta de conhecimento dos agricultores que utilizam técnicas agrícolas primitivas e recorrem quer a instrumentos, quer a técnicas arcaicas e isto provoca baixa produtividade.
 
 
 “PRODER” no que respeita às Medidas Agroambientais
 
O PRODER é um instrumento estratégico e financeiro de apoio ao desenvolvimento rural do continente para o período 2007-2013, aprovado pela Comissão Europeia e cofinanciado pelo FEADER – Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural.
 
Desempenho dos sectores agrícola e florestal
 
Em termos de clima, as vantagens relativas à insolação e temperaturas são contrabalançadas pela irregularidade de ocorrência de precipitação.
Em termos de peso na economia, a agricultura continua a ter um valor superior ao da média da UE. No entanto verifica-se, nos últimos anos, uma estagnação do VAB (Valor Acrescentado Bruto), uma redução da SAU (Superfície Agrícola Utilizável) e um crescimento do peso dos custos no valor da produção, superior à média da UE. No geral, assiste-se a uma degradação da posição nacional face à média da UE.
Pela irregularidade da distribuição da precipitação e pela falta de regularização inter e intra-anual, o regadio constitui fator determinante para que a atividade agrícola seja economicamente interessante, na maioria do território do Continente, e para que se eliminem os défices hídricos na altura de maior crescimento vegetativo. A par de um aumento na capacidade de armazenamento dos regadios públicos, verificou-se uma redução da área irrigável, superior à redução da SAU e um aumento da importância relativa das explorações sem superfície irrigável. Nas áreas regadas assistiu-se, por sua vez, a um aumento da eficiência de rega.
O investimento agrícola, no período 1980-2005, registou, em termos reais, um crescimento superior à reduzida variação do produto. Neste período, a variação do produto não foi sensível ao acréscimo verificado do investimento. Relativamente à estrutura do investimento, aumentou significativamente o peso dos investimentos em edifícios e plantações, mas verificou-se uma quebra nos produtos agrícolas em geral. Em termos de padrão de investimento, o investimento português teve uma alteração muito mais significativa se compararmos com a evolução da UE.
As explorações agrícolas caracterizam-se por apresentarem uma pequena dimensão física e económica. No entanto, tem-se assistido a um aumento da dimensão média das explorações agrícolas, a uma taxa equivalente à média da UE, devido, em grande parte, à redução do número de explorações. Assiste-se, em simultâneo, a uma especialização produtiva das explorações. O Continente apresenta uma estrutura etária dos empresários bastante envelhecida.
A fraca correlação entre investimento e produto, a pequena dimensão das explorações, a pequena capacidade de rega das explorações, o envelhecimento dos empresários agrícolas estarão associados a uma baixa capacidade tecnológica e de gestão das explorações agrícolas e constituirão a essência da baixa produtividade do trabalho já que, em termos de produtividade física, temos uma situação comparável à média da UE.



 

Sem comentários:

Enviar um comentário